Retiro Anual/2017

Aconteceu na Casa de Retiros Cenáculo, em Belo Horizonte-MG, o Retiro Anual de nossa Congregação durante os dias 26 a 31 de dezembro.

Com o tema “O seguimento do Cristo Pobre a partir do Evangelho” o assessor Frei Ederson,OFMCap conduziu esses dias com muita simplicidade e sabedoria.

Confira abaixo a partilha de algumas das reflexões e fotos.

Partilha do 1° dia
Gn 3, 8-15
“Deus saiu para passear no Jardim”
Passear significa estar na gratuidade, na não atividade, na disponibilidade do encontro. Jardim é o lugar do encontro, do aprazível, do descanso. O nosso Deus é aquele que sai para o nosso encontro mas, nesta passagem encontra-se o drama de um Deus que sai ao encontro mas não encontra aquele que criou para o encontro: “Adão, onde está Você, que Não te encontro no Jardim?” É Ele próprio que nos volta esta pergunta: “onde está Você?”. onde Esta você com suas limitações? Com sua saúde? Com sua afetividade? Com sua família? Onde está você consigo? Adão estava nu, por isso se escondia. Estar nu significa assumir nossas próprias verdades. É preciso voltar para si e fazer o caminho de esvaziar-se diante de Deus mas, fazer o caminho não da fuga e do esconder-se e sim do colocar-se diante de si e diante do Pai que sai ao encontro e deseja encontrar.

Partilha do 2° dia
Lc 2, 1-14
“Isto vos servirá de sinal, um recém nascido envolto em faixas, deitado em uma manjedoura.”
Essa passagem que relata o nascimento de Jesus foi para Francisco um dos pilares de sua espiritualidade. Neste episódio, a misericórdia tornou-se visível, ao ouvir a Palavra que se fez carne, Francisco sente o desejo de também tocar esta Palavra, por isso, em certa noite de Natal, na cidade de Greccio, o pobre de Assis remonta esta cena, criando assim o presépio. Na contemplação do Deus menino vamos ao encontro daquilo que nos é próprio: a humanidade. Por isso, em Belém Francisco foi pacificado de sua sede de poder, de vaidade, encontrou-se com o silêncio, perdeu a pressa. É preciso perceber nossas pressas pois, na pressa não se ouve a Deus. Desta contemplação do menino Jesus, Francisco leva sua experiência ás suas relações com tudo e com todos enchendo-as de misericórdia e ternura.

Partilha do 3° dia 
Lc 5, 1-11
“Jesus vou pescadores que lavavam as redes”
Neste relato, Jesus encontra-se a beira do Lago de Genezaré, fora do espaço religioso, onde as pessoas tinham sede da palavra de Deus. Aí, avista pescadores que, após longa pesca, estavam lavando suas redes, cansados, deprimidos e frustrados por não terem conseguido peixes. O olhar de Jesus ultrapassa a superfície da fragilidade daqueles homens que não haviam tido êxito no trabalho daquele dia e consegue enxergar neles a potencialidade de pessoas capazes de arriscar suas vidas pelos seus. E é a estes que Ele chama para serem seus discípulos. Neste momento, Jesus entra na barca de Simão, ou seja, na vida de Simão, e diz: “Ide a águas mais profundas!” O pescador experiente havia tentado várias vezes e nada havia conseguido mas, em atenção a Palavra de Jesus, não fica preso a suas experiências de frustração, abre mão de seus conhecimentos sobre pesca e de suas certezas e novamente, lança as redes. Aqui fica uma reflexão para nós: a quais palavras temos dado atenção? Quais tem sido as nossas motivações? Será que temos coragem de mergulhar em nossa profundidade humana, afetiva, espiritual, social?

Partilha do 4° dia
Mt 17, 1-9
Nesta passagem entramos em contato com a transfiguração de Jesus no Monte Tabor. Podemos entender por “transfigurar”, descentrar-se para expandir. A transfiguração nos faz cultivar um olhar de profundidade diante das situaçoes da vida. Um olhar profundo e um coração transfigurado nos faz enxergar realidades desfiguradas que precisam de nosso empenho para serem também transfiguradas. Após a revelação da divindade de Jesus que se apresenta com rosto luminoso e vestes alvas, os discípulos sentem o desejo de “armar tendas” e passarem o resto do tempo contemplando a glória do Senhor no topo do monte, lugar santo, lugar de encontro com Deus. Porém, Jesus diz que “é preciso descer”. Aí está a dinâmica e o desafio para nossa vida de cristãos: precisamos aprender a conjugar estes dois verbos: “subir” e “descer”. Subir levando a vida, para ser transfigurada. Descer levando a Deus, para transfigurar aquilo que em mim e nos irmãos está desfigurado. Precisamos subir para nos dar conta daquilo que nos desfigura. A reflexão que fica é: o que em mim é transfiguração? O que em mim é desfiguração? Que sinais de transfiguração, a partir de mim, encontro em minha casa, no meu ambiente de trabalho, na minha comunidade, em minhas relações? E de desfiguração?

 

Endereço

Rua Sagrada Família, 120
Bairro: Bela Vista
Teixeira de Freitas - Bahia
CEP: 45997-025
E-mail: faleconosco@ifrans.org.br
Fone: (73) 3292-4800